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Incêndios disparam no Amazonas e afetam Manaus

Focos de fogo aumentam 116% no Amazonas em 2026.

Vanessa Almeida
Incêndios disparam no Amazonas e afetam Manaus

Os focos de incêndio no Amazonas aumentaram 116% em 2026 em relação ao ano anterior, atingindo 7.815 registros até outubro. Este aumento significativo ocorre em um cenário em que o fenômeno climático El Niño favorece a poluição em Manaus, uma das capitais mais afetadas pelo problema.

Desde setembro, a população de Manaus enfrenta problemas de poluição atmosférica causados pela fumaça das queimadas, levando à suspensão das aulas nas redes municipal e estadual. O aumento da poluição se intensificou particularmente em outubro de 2026, quando os efeitos das queimadas tornaram-se mais evidentes.

As autoridades identificaram que 31% dos focos de incêndio estão concentrados na região metropolitana de Manaus, com indícios de que muitos incêndios são de origem criminosa. A Polícia Militar prendeu 11 pessoas em conexão com estas atividades, e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multas de R$ 2 milhões em resposta às queimadas ilegais.

A resposta governamental inclui o envio de 11 aeronaves e 290 brigadistas para combater as chamas. Enquanto isso, o Ministério Público Federal propõe a criação de uma força-tarefa para lidar com a situação e prevenir mais ocorrências. A agressão ao meio ambiente e os impactos das queimadas exigem uma abordagem integrada para proteger a saúde pública e o meio ambiente.

Aumento no número de queimadas Amazonas

Recentemente, os focos de incêndio no Amazonas tiveram um crescimento alarmante de 116% em comparação ao ano anterior, totalizando 7.815 registros até outubro de 2026. Esse fenômeno se intensificou com a influência do fenômeno climático conhecido como El Niño, que desloca padrões climáticos e contribui para o acúmulo de poluição na capital, Manaus. A população local tem enfrentado sérios problemas de poluição atmosférica desde setembro, resultando na suspensão das aulas nas redes municipal e estadual. Essa suspensão ocorreu em resposta à fumaça das queimadas, que se tornaram mais prevalentes em outubro, exacerbando a situação de crise.

De acordo com dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do total de focos de incêndio, 31% estão concentrados na região metropolitana de Manaus. Além disso, há indícios de que muitos desses incêndios são de origem criminosa, ou seja, resultam de ações intencionais. A Polícia Militar do Amazonas prendeu 11 pessoas por suposto envolvimento em atividades relacionadas às queimadas, enquanto o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) aplicou multas que somam R$ 2 milhões em resposta às advertências por incêndios ilegais.

Esse incremento alarmante nas queimadas no Amazonas não apenas afeta a qualidade do ar, mas também gera preocupações quanto à saúde pública. O governo federal mobilizou 11 aeronaves e 290 brigadistas para combater as chamas e mitigar os danos causados por essas queimadas. A atuação em conjunto de órgãos como o Ministério Público Federal e a Prefeitura de Manaus tem sido essencial para o desenvolvimento de estratégias que buscam reduzir a ocorrência desses incêndios, abordando tanto a emergência quanto a prevenção.

Efeitos das queimadas na saúde pública

Os impactos das queimadas Amazonas na saúde da população de Manaus são preocupantes e exigem atenção urgente. Desde que os incêndios começaram a provocar a poluição do ar, aumentou o número de casos de problemas respiratórios entre a população local. A fumaça resultante das queimadas interfere na qualidade do ar, agravando condições de saúde já existentes, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes. O aumento da poluição atmosférica tem levado as autoridades a intensificar o monitoramento e a resposta a essa crise de saúde pública.

Como resposta à urgência da situação, o governo federal anunciou a criação de uma Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) em Manaus. Essa ação foi necessária devido ao aumento substancial de internações em hospitais e consultas relacionadas a problemas respiratórios. A implementação de uma sala de situação interfederativa proposta pelo Ministério Público visa agrupar esforços entre diferentes esferas do governo para lidar com os efeitos imediatos e a longo prazo das queimadas.

Ainda é necessária uma abordagem integrada não apenas para enfrentar as consequências das queimadas Amazonas, mas também para prevenir futuras ocorrências. Essa estratégia deve incluir o fortalecimento de políticas ambientais e de saúde, além de campanhas de conscientização que abordem a importância da preservação do meio ambiente. Dada a gravidade da situação, é fundamental que a sociedade civil e as autoridades atuem em união para enfrentar este desafio.

A previsão é de que o fenômeno El Niño continue a se intensificar até o primeiro semestre de 2027, ampliando os riscos associados às queimadas. Portanto, é imprescindível que o país se prepare adequadamente, estruturando sua infraestrutura, logística e sistemas de saúde para mitigar os impactos contínuos das queimadas na região amazônica e na saúde da população.

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Autor
Vanessa Almeida

Vanessa Almeida

Profissional com passagens por Designer Gráfico e gestões e atuação nas editorias de economia social em sites, jornais e rádios. Aqui no site Jornal a Ilha cuido sobre quem tem direito aos Benefícios Sociais.

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