Notícias

Quanto vale a Foz do Amazonas para a Petrobras? As contas do Scotiabank

Foz do Amazonas: saiba como essa região pode impactar a Petrobras de maneira surpreendente.

Vanessa Almeida
Quanto vale a Foz do Amazonas para a Petrobras? As contas do Scotiabank

O que os analistas dizem sobre a Foz do Amazonas

Os analistas do ScotiaBank, Jorge Gabrich e Pedro Nascimento, destacam que a Foz do Amazonas é uma região de enorme relevância para a Petrobras, especialmente em comparação com o resultado das eleições. Eles apontam que os desdobramentos da exploração dessa área devem ter um impacto considerável na produção futura da companhia, muito mais do que os resultados eleitorais deste ano.

Expectativas de produção na nova fronteira

A Foz do Amazonas poderá ser a chave para a Petrobras manter níveis de produção relevantes além de 2032. As reservas estimadas nesta região são promissoras e, conforme o relatório, a primeira perfuração na área noroeste já confirmou a descoberta de um novo campo, denominado Morpho. A expectativa é que, com cinco navios-plataforma operando nesta subdivisão, a produção possa alcançar um pico de 842 mil barris por dia em 2038, o que inclui 899 mil bpd com a adição de gás.

Comparação com os campos do pré-sal

Os números projetados para a Foz do Amazonas são comparáveis aos dos Campos de Búzios e Tupi, que são as maiores áreas de produção da Petrobras no pré-sal. Cada um desses campos já opera em níveis em torno de 1 milhão de barris por dia. A potencial produção da nova região, embora inicialmente pareça menor, promete crescer significativamente com os novos desenvolvimentos.

Potencial econômico e valor presente líquido

Os analistas estimam que apenas a subdivisão noroeste da Foz do Amazonas possa gerar um valor presente líquido (NPV) de aproximadamente US$ 15,9 bilhões, ou 14% do valor total da Petrobras. Este cálculo foi feito com base em um preço médio do petróleo Brent de US$ 70 por barril. Se o preço do Brent alcançar US$ 80, esse NPV poderá subir para US$ 20,3 bilhões. Esses números refletem a importância econômica da exploração dessa nova fronteira para a Petrobras.

Desafios e oportunidades para a Petrobras

O capex projetado para desenvolver a Foz do Amazonas é de cerca de US$ 36 bilhões, com os maiores desembolsos concentrados em 2034. A Petrobras precisará tomar decisões de investimento imediatamente após a próxima eleição, já que a data de início da produção está prevista para 2033. No entanto, os analistas afirmam que o resultado das eleições não terá influência sobre a necessidade de explorar essas reservas, já que a companhia terá que seguir com o seu plano independentemente das mudanças políticas.

Impacto das eleições nos planos de exploração

Os analistas consideram que os resultados das eleições terão pouco impacto nas decisões de exploração da Petrobras, pois a empresa precisa avançar com seus planos para garantir a exploração de suas reservas. O foco deve ser no plano de negócios da Petrobras para o período de 2027 a 2031 e nos contratos para a Foz do Amazonas, que terão um impacto mais significativo na companhia do que o resultado eleitoral em si.

A importância do investimento no setor

O atual valor das ações da Petrobras reflete que o mercado não está considerando nada em relação a essa nova fronteira de produção. O ScotiaBank projeta um preço-alvo de R$ 54,68 por ação. Caso as chances de sucesso na exploração da Foz do Amazonas sejam consideradas em 40%, o preço-alvo sobe para R$ 57,34, representando um potencial de valorização de 22% em relação ao preço por ação no momento da análise.

Perspectivas até 2038 para a produção

A produção na Foz do Amazonas pode se intensificar até 2038, com a possibilidade de atingir uma produção diária significativa. A expectativa é de um crescimento exponencial, promovendo a segurança energética do Brasil e garantindo um fluxo de receita contínuo para a Petrobras.

Comparação geológica com outros países

A Foz do Amazonas é vista como geologicamente promissora e apresenta comparações com as descobertas de petróleo na Guiana e na Guiana Francesa. A produção lá aumentou drasticamente de menos de 100 mil barris diários no início da década para 900 mil atualmente, com previsões de que alcance 1,7 milhão de barris por dia até 2030. Essa transformação impulsionou o crescimento do PIB desses países, ressaltando o potencial que a exploração na Foz do Amazonas pode representar.

Análise do mercado e riscos envolvidos

Os riscos envolvidos na exploração da Foz do Amazonas incluem a possibilidade de que a descoberta inicial não se torne economicamente viável em larga escala. A produção pode ser limitada por fatores como reservas menores ou uma taxa de recuperação insuficiente, além de possíveis atrasos na obtenção de aprovações e no início da produção. As análises do ScotiaBank ressaltam que a Petrobras deve ser cautelosa em suas estimativas e planos para evitar desilusões no desenvolvimento dessa nova fronteira de produção.

Autor
Vanessa Almeida

Vanessa Almeida

Profissional com passagens por Designer Gráfico e gestões e atuação nas editorias de economia social em sites, jornais e rádios. Aqui no site Jornal a Ilha cuido sobre quem tem direito aos Benefícios Sociais.

Posts Relacionados